DADOS & NEUROCIÊNCIA

Unida às ciências socias e as ciências de dados, a neurociência é um dos pilares que compõem as nossas soluções e tecnologias, que são capazes de decifrar comportamentos, emoções e opiniões combinando dados com inteligência artificial. Mas qual é o papel e como atua a neurociência no universo da Data Intelligence? Conversamos com nossa neurocientista Agatha Lopes para entender melhor essa relação. Confira:

Behup: Qual é a relação da neurociência com o universo da pesquisa e dos dados?

Agatha: A Neurociência é uma área multidisciplinar, que é construída a partir de conhecimentos oriundos de dados coletados no universo das pesquisas científicas, então a relação entre esses 3 elementos é bastante íntima e antiga. Para que tenhamos o avanço da Neurociência, necessitamos de pesquisa científica, e consequentemente, de muita coleta de dados!

Behup: Como a neurociência pode contribuir para a coleta de dados de qualidade?

Agatha: Como desde sempre precisamos coletar dados para encontrar informações específicas e construir conhecimentos nas neurociências, com o tempo, fomos ficando cada vez melhores em fazer isso. Começamos a entender que determinados tipos de dados requerem formatos de coletas específicos, e assim começamos a desenvolver metodologias e ferramentas que garantam a coleta desses dados de forma mais assertiva. Por exemplo: Se o seu intuito é entender as emoções de um indivíduo, hoje já sabemos que é muito mais assertivo você utilizar uma ferramenta ou metodologia de neurociência especializada em captar esse tipo de informação do que aplicar questões de assinalar sobre emoções em um questionário genérico.

Behup: Quais soluções da behup utilizam aplicações de neurociência?

Agatha: Neurociência está no nosso DNA aqui na Behup. Utilizamos a Neurociência desde o desenvolvimento de um questionário simples, até a entrega de soluções mais complexas. Por exemplo, no desenvolvimento de questionários e elaboração de perguntas, utilizamos conhecimentos de Neurociência para garantir alto engajamento dos respondentes, criar contextos imersivos e minimizar a presença de vieses cognitivos. 

Quando se trata da avaliação de algum estímulo em específico, como uma peça criativa, uma embalagem, gôndola, posicionamento de marca, campanha, etc., possuímos capabilities de neurociência e Inteligência Artificial que nos auxiliam a realizar a coleta de dados funcionais (Connections) ou emocionais (Emotions) de forma assertiva e profunda. Quando se trata de entender exploração visual em uma imagem ou vídeo, por exemplo, temos também um modelo chamado de IVA, que foi construído a partir dos conhecimentos sobre as redes naturais biológicas do processamento visual humano e nos auxilia a identificar o que chama mais a atenção do consumidor em um estímulo.

Behup: Quando se trata de entender comportamento de consumo, especificamente, quais variáveis valem a pena investigarmos e como fazemos aqui na Behup?

Agatha: Na Neurociência, sabemos que as variáveis que modelam o processo de tomada de decisão são a atenção, a memória e a emoção. Os acadêmicos do mundo inteiro investigam essas três variáveis quando o assunto é entender como nós, humanos, decidimos. Então, se o seu intuito é entender o comportamento de compra do consumidor, teremos que investigar esses 3 pontos. 

Pensem comigo: antes de você comprar qualquer coisa, provavelmente você tem que notar/perceber/ver/ouvir aquele elemento no ambiente digital ou físico, certo? Por isso, que validar que algo é atrativo no meio em que foi inserido é crucial para o sucesso daquele produto, e aqui na Behup, temos o IVA, que nos reporta o que está sendo mais ou menos atrativo no meio e nos auxilia com essa questão. 

Bom, a partir do momento em que determinado estímulo é visto ou ouvido e as informações chegam ao seu cérebro, elas têm que ser relevantes, têm que ser informações que irão chegar nas suas redes mnemônicas e se associar com atributos, necessidades e vontades que façam sentido para você. Se isso não acontecer, você vai olhar para o produto do lado, descer o feed ou trocar de página. E é por isso que temos o Connections. É ouvindo o que os consumidores estão falando sobre alguma iniciativa que mapeamos as conexões que foram criadas e avaliamos a estratégia do cliente.

E por fim, uma vez que essas pessoas entenderam a mensagem, conectaram com determinados atributos, o resultado final tem que ser uma experiência emocional positiva, que consiga construir engajamento, porque essa é a grande chave para a fidelização no médio-longo prazo, e para essa etapa, utilizamos a nossa solução Emotions, em que identificamos nos relatos dos consumidores, quais emoções eles estão experienciando.

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