A minissérie americana “Olhos Que Condenam” criada por Ava DuVernay e distribuída pela Netflix este ano provocou um processo de difamação bastante curioso.

A série retrata um caso real sobre cinco homens afro-americanos encarcerados injustamente por um ataque sexual em 1989 no Central Park. No entanto, o processo não vem de nenhum dos indivíduos vinculados ao infame acontecimento (nem dos acusados, dos promotores ou dos investigadores), mas de uma empresa não é mencionada em nenhum episódio.

John E. Reid and Associates, Inc. é a acusadora do caso, uma empresa que pertence a um ex-policial (John E. Reid), que virou consultor e foi pioneiro em uma técnica de interrogatório que ensina desde 1974. Entre os clientes da empresa estão o FBI, o DEA (Departamento de Estado dos EUA), e as forças armadas e policiais dos EUA.

O problema da empresa com a série está em um diálogo do último episódio, onde um dos personagens diz a seguinte frase: “Você tirou declarações delas depois de 42 horas de interrogatório e coação, sem comida, sem intervalos para o banheiro, sem a supervisão dos pais. A Técnica Reid foi universalmente rejeitada. Isso é verdade para você”.

O processo de 41 páginas se opõe veementemente à noção de que a Técnica Reid foi universalmente rejeitada. Além disso, é afirmado que a forma de interrogatório descrita não é  Técnica Reid.

A denúncia confirma o fato de que a Técnica Reid é uma marca comercial, o que significa que está associada a John E. Reid, embora isso possa não ser suficiente para ganhar o processo.

A Netflix não fez comentários sobre o ocorrido. No entanto, a denúncia afirma que a empresa rejeitou uma demanda por edições e uma retração.

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