O PODER DA ANTROPOLOGIA DIGITAL

Você já ouviu falar em antropologia digital? Ela é a base para o desenvolvimento da metodologia Voices, exclusiva da Behup, que pode ser considerada o futuro da entrevista em profundidade. O poder do Voices está em ser um termômetro de tendências culturais, para assim entendermos as mudanças de hábitos e comportamentos da sociedade. Nosso Head de Human Insights, o antropólogo digital PHD Juliano Spyer conversou um pouquinho com a gente para explicar o que é antropologia digital, qual a sua relação com o Voices e como ela é abordada aqui na Behup. Confira:

Behup: O que é antropologia digital?

Juliano: Antropologia é o estudo sobre o que significa ser humano. Os seres humanos podem ser muito diferentes em termos de “cosmovisão”, de percepção de mundo. Entender de maneiras diferentes o que é maternidade, amizade, trabalho, sexo, dinheiro; os antropólogos estudam essas muitas sociedades para examinar o que temos em comum. A antropologia digital é um campo relativamente novo de pesquisa, que tem a ver com novos métodos e com considerar os ambientes digitais como espaços em que as pessoas vivem socialmente. A antropologia digital é um campo para se estudar sobre as maneiras de se realizar pesquisas nos ambientes digitais como Facebook, Instagram, Twitter, etc., e também para se estudar os seres humanos nesses espaços.

Behup: Como utilizamos a antropologia digital aqui na Behup? 

Behup: Historicamente as pesquisas qualitativas (aquelas que examinam os “por quês” que a pesquisa qualitativa tem menos condição de explorar) são bem menos usadas no mundo corporativo. Elas demandam a participação mais intensa de pesquisadores e é um trabalho mais demorado. Mas empresas raramente contratam pesquisas que demoram mais de 3 meses para serem entregues. O comum em termos de pesquisa qualitativa era a realização de algumas poucas entrevistas em profundidade ou a realização de grupos focais. As possibilidades da comunicação digital implodiram essas limitações. E nós na Behup realizamos entrevistas em quantidades muito superiores, muito mais rapidamente, em todos os lugares do país, porque a nossa coleta de dados acontece via app mobile. Os participantes respondem por video selfies e podemos falar como moradores das cidades, do interior, e desenvolver esse diálogo por quanto tempo for necessário. É um salto qualitativo (trocadilho nao intencional) sem precedentes. Apresentamos a metodologia, que se chama Voices, para pesquisadores nas universidades e eles ficam impressionados pelas possibilidades abertas.

Behup: Você acredita que a antropologia digital é o futuro do grupo focal?

Juliano: Não, o grupo focal é uma metodologia de pesquisa e a antropologia digital é bem mais do que isso. O Voices também não é o futuro do grupo focal. Nós fazemos entrevistas qualitativas a partir de interações por video. Nós revolucionamos a maneira de fazer pesquisa porque podemos conversar com pessoas, onde quer que elas estejam, de uma forma rápida e eficiente, e examinar esses dados com a ajuda do Núcleo de Cientistas Sociais da Behup. Acho que proporcionalmente a Behup é a empresa brasileira que mais contrata doutores em antropologia no Brasil – não é exagero.

Behup: O digital tem o poder de quebrar as barreiras entre pesquisa qualitativa e quantitativa? Por que?

Juliano: O digital pode quebrar esses limites porque podemos coletar dados qualitativos com volume de amostras de dados quantitativos. Esses dados são qualitativos por muitos motivos: o participante responde como quer, usando as narrativas, os vocabulários, os exemplos que quiser, em vez de responder apenas – como é na pesquisa quantitativa – as opções apresentadas na questão. É um trabalho que só pode ser realizado por causa do painel da Behup, com mais de 100 mil respondentes ativos todos os meses, já pré-perfilados, e pela presença na empresa de pesquisadores bem formados, que realizaram pesquisas acadêmicas de alto padrão e também conhecem teorias interpretativas de maneira consistente. Em outras palavras, o dado é de boa qualidade e abundante, e os analistas trazem na bagagem 150 anos de tradição das Ciências Sociais examinando o ser humano vivendo em sociedade.

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